Corremos para o carro, pois a promessa da chuva chegou a ser cumprida.
Arrependi-me de ter estacionado o carro tão longe da estação, pois a cada passo que dávamos, mais gotas gordas e atrevidas caíam em cima de nós, deixando-nos completamente ensopados.
A chuva veio acompanhada por trovões que abrilhantavam o céu escuro e cinzento. Sempre gostei de trovoada, vibro ao som dos estrondos que cada raio produz ao rasgar os céus, aquela sensação de adrenalina ao ver raios a tocar no chão, numa região próxima de mim, faz-me sentir como se fosse a pessoa mais viva do mundo.
Enquanto entrava no carro, ainda ouvia os risos sonoros dos dois sujeitos da estação, que lentamente eram abafados pelos estrondos daquela tempestade. Provavelmente para aqueles dois, aquela estação negligenciada e esquecida pelo tempo, era o melhor hotel das redondezas.
Sentei-me e coloquei instintivamente as mãos no volante, fui recuperando o folgo da corrida que fizemos para escapar à chuva, e por momentos o meu pensamento ficou retido algures longe dali.
O nervosismo tinha desaparecido, tinha esquecido completamente que ele estava ali a meu lado, a uns escassos centímetros de mim, e que há pouquíssimos minutos atrás, estava a senti-lo abraçado ao meu corpo. Aquele estado de apatia desapareceu completamente assim que ouvi:
- Bela maneira desta terrinha me dar as boas vindas, não haja dúvidas!
Rimo-nos enquanto secávamos a cara e respirávamos pesadamente… coloquei o cinto, relembrei-o de fazer o mesmo e liguei o carro. Começamos a andar, sem ter um destino definido para ir…
- Então como é? Vamos onde?
Ele tinha colocado o cinto, deslizou no banco ficando semi-deitado e, colocou o joelho esquerdo em cima do tablier do carro, enquanto ia limpando as gotas de água da manga do casaco. Olhou-me com um olhar tranquilo e traquina e limitou-se a encolher os ombros e disse pouco tempo depois:
- Sei lá, tenho fome…
Ao ouvir isto perguntei inocentemente…
- Que queres comer?
- Comida… morta de preferência… e errr cozinhada já agora…
Confesso que aquilo a princípio não tinha piada nenhuma, e aparentemente tinha sido evidente o esforço que fiz para esboçar um sorriso, pois ele olhou rapidamente, endireitou-se no banco e disse:
- Ok, piada fraquinha… nota mental, melhorar as piadas!
Dei uma gargalhada sonora e bem disposta, olhei para ele, e vi aquilo que parecia ser uma expressão preocupada e ansiosa. Ele tinha adoptado agora um olhar cabisbaixo e disse:
- ‘Sério desculpa, eu não sou sempre assim, só quando estou nervoso…
- Nervoso? Estás nervoso porquê?
- Oh tu sabes! Tu, eu, juntos finalmente!
- Descansa, eu não mordo!
- Ya ya…
Arrependi-me de ter estacionado o carro tão longe da estação, pois a cada passo que dávamos, mais gotas gordas e atrevidas caíam em cima de nós, deixando-nos completamente ensopados.
A chuva veio acompanhada por trovões que abrilhantavam o céu escuro e cinzento. Sempre gostei de trovoada, vibro ao som dos estrondos que cada raio produz ao rasgar os céus, aquela sensação de adrenalina ao ver raios a tocar no chão, numa região próxima de mim, faz-me sentir como se fosse a pessoa mais viva do mundo.
Enquanto entrava no carro, ainda ouvia os risos sonoros dos dois sujeitos da estação, que lentamente eram abafados pelos estrondos daquela tempestade. Provavelmente para aqueles dois, aquela estação negligenciada e esquecida pelo tempo, era o melhor hotel das redondezas.
Sentei-me e coloquei instintivamente as mãos no volante, fui recuperando o folgo da corrida que fizemos para escapar à chuva, e por momentos o meu pensamento ficou retido algures longe dali.
O nervosismo tinha desaparecido, tinha esquecido completamente que ele estava ali a meu lado, a uns escassos centímetros de mim, e que há pouquíssimos minutos atrás, estava a senti-lo abraçado ao meu corpo. Aquele estado de apatia desapareceu completamente assim que ouvi:
- Bela maneira desta terrinha me dar as boas vindas, não haja dúvidas!
Rimo-nos enquanto secávamos a cara e respirávamos pesadamente… coloquei o cinto, relembrei-o de fazer o mesmo e liguei o carro. Começamos a andar, sem ter um destino definido para ir…
- Então como é? Vamos onde?
Ele tinha colocado o cinto, deslizou no banco ficando semi-deitado e, colocou o joelho esquerdo em cima do tablier do carro, enquanto ia limpando as gotas de água da manga do casaco. Olhou-me com um olhar tranquilo e traquina e limitou-se a encolher os ombros e disse pouco tempo depois:
- Sei lá, tenho fome…
Ao ouvir isto perguntei inocentemente…
- Que queres comer?
- Comida… morta de preferência… e errr cozinhada já agora…
Confesso que aquilo a princípio não tinha piada nenhuma, e aparentemente tinha sido evidente o esforço que fiz para esboçar um sorriso, pois ele olhou rapidamente, endireitou-se no banco e disse:
- Ok, piada fraquinha… nota mental, melhorar as piadas!
Dei uma gargalhada sonora e bem disposta, olhei para ele, e vi aquilo que parecia ser uma expressão preocupada e ansiosa. Ele tinha adoptado agora um olhar cabisbaixo e disse:
- ‘Sério desculpa, eu não sou sempre assim, só quando estou nervoso…
- Nervoso? Estás nervoso porquê?
- Oh tu sabes! Tu, eu, juntos finalmente!
- Descansa, eu não mordo!
- Ya ya…


1 comentário:
Bem digamos que o personagem narrador, tem uns tiques linguisticos nao muito agradaveis, no entanto, cria alguma piada na história... eu estou a gostar, no entanto acho que a história está muito parada... Algum animo nao faria mal nenhum mas tendo em conta que se encontra no inicio da história ainda tudo pode acontecer e eu estou à espera disso... :D
Abraço
Enviar um comentário